quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Serenidade

Abri a janela do quarto, ouve-se o silêncio da noite, a última aqui... nada mais se ouve,  a não ser o gotejar de uma torneira... a noite está como a minha cabeça,  serena,  vazia, tranquila,  sem vendavais,  sem temporais... nada mais existe, a não ser eu e a vegetação que me rodeia... a mente está a deriva,  longe da realidade. Só queria prolongar os minutos, as horas,  ter o dom de parar o tempo e ficar a flutuar neste quarto, nesta jamela, neste ambiente sereno.

Assim que entrar na minha rotina tudo isto acaba, tao rápido como um alfinete que toca num balão... mas tem que ser e o que tem que ser tem muita força.

Vou fechar a janela e apagar a luz. Boa noite, até para o ano querida serra.

2 comentários:

  1. Gostei do modo como escreveste e até entendo bem esse sentimento, também já o tive.

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    1. É único e efémero... á que desfrutar de cada momento destes :)

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